quarta-feira, 23 de Outubro de 2013

Estádio de Manaus


Clicar na imagem acima para ver o vídeo da RTP

Cobertura do Arena Amazónia 
dá duas "voltas ao mundo" para chegar a Manaus

Odisseia Manaus


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Clique no texto, que se segue, para ler o artigo completo:

«A construção do estádio de Manaus para o Campeonato do Mundo de Futebol de 2014 envolve uma verdadeira odisseia. Para levar à capital do Amazonas tudo o que é necessário para cobrir os 42 mil lugares do novo estádio da cidade, serão percorridos cerca de 100 mil quilómetros em, pelo menos, 19 viagens. Só para que se tenha uma ideia: se todas essas viagens fossem feitas uma após a outra, seria possível dar duas voltas ao mundo.»


A culpa ainda é dos portugueses

 
Jabor vs Amorim


Uma coisa que me deixa triste (aborrecido, mas não propriamente amargurado, nem irritado), é a consciência que algumas pessoas têm do seu passado, ou melhor do passado dos seus povos.
Eu, como português, orgulho-me dos povos do meu passado. Foram vários, na época de cada um todos eles eram violentos, a violência fazia parte da sua educação e dos seus costumes, mas nem por isso eu sou uma pessoa violenta, nem sequer pretendo invocar aqui que os bandalhos que desgovernam o meu País são malandros por culpa de Visigodos, Suevos, Lusitanos, Romanos, Mouros que ocuparam o território que é hoje o meu País. Não, estes vigaristas são gatunos porque é a sua maneira própria de estar na vida sem consciência.
Reconheço que os meus antepassados cometeram muitos actos indignos de gente civilizada, mas eles não eram civilizados, embora pensassem que o fossem. Também praticaram muitos actos de bravura e eu orgulho-me disso e de toda a herança Histórica que chegou até ao presente, até mim.

Como português aborrece-me cada vez que ouço, ou leio, algo em que os brasileiros denigrem os portugueses. Como diz a minha mulher: "quem vive de passado é museu". Gostaria de conseguir demonstrar aos brasileiros como a sua presunção é indigna e injusta, mas isso não é fácil.

Felicito-me por haver pessoas que conseguem expor a verdade publicamente, mesmo que muitos não a queiram ver.

Apresento, a seguir, a resposta a este comentário infeliz de Arnaldo Jabor, no qual escreveu: «Eu explico o Brasil de hoje. Tenho 400 anos: avô ladrão, bisavô negreiro e tataravô degredado. Eu tenho raízes, tradição. Durante quatro séculos, homens como eu criaram capitanias, igrejas, congressos, labirintos. Nunca serão exterminados; ao contrário - estão crescendo. Não adianta prender nem matar; sacripantas, velhacos, biltres, vendilhões e salafrários renascerão com outros nomes, inventando novas formas de roubar o País.»


Francisco Gomes de Amorim responde-lhe assim, desta forma:


«Cheguei ao Brasil há 36 anos, já bem passado dos 40. Com razoável experiência de vida, e sempre, não só desapaixonado da política, como contumaz crítico.

Pouco tempo depois conheci uma “excelência”, deputado, que em meio de conversa com vários seus amigos, sobre o Brasil, sua situação, futuro, etc., pediu a minha opinião sobre o assunto, uma vez que eu chegara de fora, olhos novos, sem os ouvidos cheios da politiquice daqui.

Foi muito simples responder, com o conhecido provérbio chinês que diz: “Se os teus planos forem a um ano, planta arroz, se forem a dez planta uma árvore, mas se forem a cem, educa o povo!”

-“Cem anos...?!!! – Foi a exclamação de espanto e até de tristeza dos presentes. - “Cem anos para o Brasil entrar no futuro”?
- “E atenção! Cem anos a partir do momento em que se começar, a sério, a educar o povo”.

A verdade é que esse momento ainda não chegou, e parece estar para tardar, com as intelectuais iniciativas do MEC, como o ENEM esculhambado, Monteiro Lobato virando negreiro, e a ensinarem para que nóis fala mal, além da vergonhosa, infame cartilha explicando às crianças e adolescentes que sexo é para usar de qualquer forma!

A destruição da célula base de uma sociedade.

É evidente que não apoio qualquer forma de ditadura, mas não sou cego a ponto de deixar de ver o que se passa. Aqui, como por exemplo, em Portugal.

Não consta que houvesse este actual e permanente assalto à res publicano tempo dos militares, nem da ditadura portuguesa. Sempre houve ladrões e corruptos, aqui e em qualquer outro país do mundo, incluindo os evoluídos nórdicos. Mas ninguém pode levantar um só dedo que seja a qualquer dos generais que foram aqui presidentes.

Depois disso chegaram os pretensos democratas e a canalha revolucionária dos anos sessenta tomou conta do poder e das contas. Quantos membros do actual e anterior governo enriqueceram ou estão com processos nos tribunais?

Serão todos eles descendentes de portugueses, cujos avós eram ladrões, os bisavôs negreiros e os tataravós degredados?

Alguns têm nome português, como Fernando Pimentel, o que quis sequestrar o cônsul dos EUA em Porto Alegre. Mas e a dona presidenta? E o chefe da casa civil? E... tantos outros; serão todos descendentes de portugueses, ladrões, negreiros, etc?

E qual seria o problema de ser descendente de degredado? Não foi assim que se fez o imenso país que é a Austrália?

Outra pergunta que já uma vez fiz ao senhor Jabor e que, como costume, não teve resposta: “Porque o seu pai, sabendo desta desgraça toda, optou por emigrar para o Brasil? Não veio encontrar um país onde pôde educar o filho, dar-lhe conhecimento e cultura? Será que teria sido melhor que o Brasil tivesse sido colonizado por libaneses? Ou até por italianos – veja-se o exemplo da Etiópia e Eritreia – tipo berlusconiano?”

Ou alemães, ingleses, franceses, holandeses, espanhóis? Todos estes, nas regiões tropicais, deixaram o quê? Nada. Os portugueses deixaram o Brasil!

Não consigo entender porque o senhor Jabor, sempre que pode, insulta o passado dos portugueses!

Posso dizer-lhe que os meus dois avós, brasileiros, não foram ladrões. Um foi director duma companhia telefónica e acabou quase na miséria. O outro foi industrial e comerciante. Não conheci ninguém mais honesto.

Os bisavôs: um deles além de não ser negreiro, foi o fundador da primeira Sociedade de Emancipação de Escravos no Brasil, em Pelotas. No escritório dele reuniu-se esta Sociedade pela primeira vez, quando se alforriaram quatro escravas. O outro foi poeta e escritor, e no fim da vida era ajudado financeiramente pelo filho.

Tudo isto no Brasil.

E como é possível que o Brasil, estando no seu 189º ano de independência, ainda queira atribuir os seus descalabros de hoje a essa “herança maldita”?

O senhor, Arnaldo Jabor, sabe tão bem, ou muito possivelmente melhor do que eu, que tudo depende unicamente da educação. Em 189 anos o que tem proliferado são as faculdades privadas, fonte de lavagem de dinheiro e ensino abaixo de crítica, porque pertencem, quase todas à politicada.

Mas o alicerce, a instrução primária, é deixado ao descalabro, bem como a secundária, e até muitas escolas estão hoje nas mãos do MST, como sabe.

E o ensino técnico? Louvamos, só minimamente, alguns cursos do SENAI e SESC. Mas quando se sabe que, por exemplo, em França, um indivíduo que queira ser açougueiro, tem que fazer um curso de dois anos! Um soldador, quatro. E aqui?

Só falta citar nessa “herança maldita” o ter-se obrigado, ainda no século XVIII a que só se ensinasse nas escolas em português. Se isso não tivesse acontecido, teria havido uma pulverização de pequeninos brasis. No entanto, hoje, o MEC, quer que se ensine o tal “nóis tamo mais burro”!  E o ministro da educação será descendente de português?

Um país que renega o seu passado não tem futuro. Ciência antiguinha, mas uma grande verdade.

Depois que acabou o império britânico, foi a vez do império americano, dos yankees. Este já começou a agonizar. Está chegando o chinês. Depois a Índia. E o Brasil? Um país com tanta possibilidade! O Brasil não tem cultura nem tradição. Nem parece querer ter. Não tem suporte onde se agarrar. É por isso também que os pseudo revolucionários dos anos 60 não vingaram. Só tinham ideias importadas, e não ideais vinculados à terra de seus antepassados. O Brasil continua a ser a “terra dos outros”. Não dos índios, mas dos outros. Sempre dos outros. E isso é evidente ao ver como vota nas eleições. Por isso, apesar de ser uma potência emergente, faltam-lhe uns séculos de bom senso e educação de qualidade para se poder impor no cenário mundial, deixando de ser um exportador de matérias-primas, mas de ideias!
É verdade que o Brasil começa com as capitanias. Se o senhor fosse o rei de Portugal, como teria organizado esse começo de colonização? Mas, aqui para nós, foi muito mais fácil ter chegado aqui no século XX do que no XVI, não foi? E criaram-se igrejas, é verdade, o que teve a virtude de, durante muitos anos, unir o povo.

O que se faz hoje para transformar o Brasil num país sério, para não ouvir mais piadas de nenhum De Gaulle?

Critica-se Monteiro Lobato, paga-se vergonhosamente a professores primários e secundários, muitos dos quais não têm mais do que um miserável ensino primário, grande parte dos edifícios escolares mais parecem pocilgas, ignoradas pelas “autoridades”, mas ensina-se que todo o mal vem da colonização portuguesa.

Francamente, senhor Jabor, eu que sempre leio as suas crónicas, e o admiro, não posso acreditar que esteja falando sério ao querer desmontar assim o passado e os fundadores deste país.»

Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2011


Fontes:

Cidadania & Educação


A Bem da Nação

sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012

Desabafo dum "catador" de cartão em Belo Horizonte

   "O país que investe em educação, que não tem preconceitos, e onde a lei funciona..."

   Senhores governantes brasileiros (e de todo o mundo) não adianta esconder o que não está bem, o que urge mesmo é corrigir o que está mal!
   E o que está mal é as pessoas não serem respeitadas na sua condição humana essencial e básica, e ao mesmo tempo o Governo esbanjar dinheiro em 2 eventos desportivos em apenas 2 anos, sendo que essas verbas são desviadas, basicamente, dos serviços públicos de saúde, educação, segurança e protecção!


Vídeo:


Depoimento de um catador de papelão de BH 
sobre a copa de 2014

quarta-feira, 5 de Dezembro de 2012

É piada mesmo!

"Os Trapalhões"

   Caro leitor, este blogue está em permanente actualização das suas diversas páginas. Nelas não se pretende ridicularizar ninguém, nem tecer quaisquer considerações sobre quem é melhor do que quem, mas apenas mostrar como é injusto o jargão "Parece piada de português". O que se mostra aqui é apenas a vida como ela é...
   Honestamente, a gente vê tanta coisa todos os dias que só podemos concluir que portugueses e brasileiros são dois povos muito semelhantes, com raízes comuns, quer os brasileiros gostem disso ou não, por isso a corrupção é igual nos dois países onde tantos políticos vigaristas continuam a circular impunemente e a fazer leis para o resto da população.
   O melhor é levar a vida a rir, até, mesmo, quando os políticos levam a vida a rir do povo!

   Mundo perigoso este onde nos encontramos! A vida está pela hora da morte, e já ninguém consegue viver em segurança. Vejamos o vídeo:





Deverei dizer: parece piada de português?


sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

Ora pois, pois!

Sobre este blogue quero apenas dizer que 
"Fi-lo porque qui-lo. Lê-lo-á quem suportá-lo!
como afirmou o Presidente Jânio Quadros.

Vídeo RTP - Revolta dos Pastéis de Nata


"Parece piada de português!"

É uma expressão muito vulgar no Brasil, e muito curiosa, especialmente por eu não conseguir entender a piada que a simples frase já pressupõe transmitir, mas também não admira, eu sou portuga!


Nota: nunca tive, nem tenho, quaisquer preconceitos contra o povo brasileiro, até porque sou casado com uma brasileira, e também tenho parentes consanguíneos brasileiros, mas isso não me impede de ver a realidade nem de constatar as diferenças, as intolerâncias ou as injustiças.

Bem, pelo menos uma coisa eu acho que sei: quando alguém tem raiva ou inveja de outro a tendência poderá ser para deitá-lo abaixo, isto é, minimizar, denegrir dalguma forma, a qual poderá ser através de piadas. Essas anedotas conotam situações caricatas e hilariantes com alguém, fazendo crer que aquilo que se conta é o retrato fiel e cómico dessa pessoa. Se isso for feito em relação a um povo, como acontece com a “piada de português” tão banalizada no Brasil isso leva as mentes mais distraídas e desinformadas, a confundirem o imaginário com o real.

Ditador Salazar: Primeiro-Ministro
(ou Presidente do Conselho de Ministros)

Começo por dizer que nasci num país cinzento, estagnado no tempo e governado por uma ditadura política, na época. Agora, completamente diferente. No entanto, desde criança sempre tive um certo fascínio pelo Brasil, talvez pelo que aprendêssemos na escola, também porque esse imenso país era industrialmente mais desenvolvido que o meu, porque me parecia ser um país magnífico e cheio de cor e porque, pensava eu, também por lá se falava a mesma língua, apenas com algumas ligeiras diferenças do meu português (isso sim, acaba por ser uma piada). E, nunca ouvi, em Portugal, contar-se anedotas acerca dos brasileiros como estes contam sobre os portugueses. Embora na minha adolescência tivesse ouvido uma história verídica e engraçada que contarei a seguir.
Zé Carioca, Walt Disney
Nessa época eu tinha familiares que viviam há décadas no Brasil sem nunca terem voltado a Portugal, e na primeira “visita” que uma dessas tias fez ao seu país natal, ela relatou as suas vivências onde mencionou uma situação bem hilariante que coloco nas suas palavras e jeito já carioca dela falar, pronunciando os S finais como o fazem os lisboetas (com som de X): Eu tava no boteco onde trabalhava quando chegou um brasileiro de nome bem portuga, seu Manoel, que adorava contar piada de português para aqueles que costumava beber com ele. Ele tava contando mais uma piada pra outro brasileiro de nome bem portuga, seu Joaquim, quando já cansada de ouvir tanta bobagem decidi ir prá porta e olhar na rua. Foi então que escutando uma baderna olhei e vi uma coisa muito engraçada. Um cara tava trazendo gente do interior para trabalhar na cidade e essas pessoas descia duma caminhonete pra entrar num carro, mas em vez de entrar pelas porta estava querendo entrar na traseira como se fosse num caminhão! 
Aí, eu não resisti e chamei seu Manoel pra lhe dizer: na suas piada o português é muito estúpido mas nunca vi nenhum portuga dando chifrada em carro que nem esses brasileiro aí! Depois desse dia, seu Manoel nunca mais contou piada de português na minha frente lá no bar”.
Chico Bento, por: Maurício de Sousa
Como português, que sou, reconheço que também aqui pelo meu país se contam anedotas “étnicas” protagonizadas por povos estrangeiros, como africanos em geral ou moçambicanos, na pessoa do seu antigo presidente Samora Machel (hoje em dia já fora de moda) e outras como com ciganos ou que incluem gentes de regiões diferentes daquela em que habitamos. O povo alentejano é injustamente massacrado nesse aspecto. Mas nem africanos, nem ciganos ou alentejanos são idiotas. O mesmo acontece com o povo português no Brasil, onde qualquer coisa estúpida tem como sinónimo “parece piada de português!” Isso leva-me a procurar encontrar justificações para que tal suceda  já que nem todos os portugueses são idiotas  e excluindo a raiva e a inveja, fico sem conseguir encontrar qualquer outro motivo.

Os portugueses riem-se de si próprios:
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Quanto à raiva que alguns brasileiros possam sentir acerca dos portugueses eu até compreendo, só que também consigo, aqui, desmistificar esse tema e explicar que isso se deve à má formação cultural incutida na programação mental de crianças ainda sem noção da realidade, e isso fica memorizado no subconsciente para o resto da vida. Passo a explicar melhor. Alguns descendentes de escravos africanos poderão até ter uma antipatia herdada contra os negreiros e esclavagistas brancos, mas, creio que, hoje em dia, para se justificarem certas barbaridades que são perpetradas, no Brasil, por quem detém o poder e por quem quer arranjar um bode expiatório para as situações que se criam e se vivem, o melhor será decidir desempenhar o papel de vítima e ir atribuindo todas as responsabilidades dos seus actos a povos do passado. Assim, nada melhor do que começar por contar piadas e inventar que os portugueses roubaram o Brasil, isso, claro está, no tempo da colonização. Houve um cônsul de Portugal no Brasil que me confidenciou que o seu filho, quando era criança, ficou conhecido na escola como o “filho do ladrão do ouro brasileiro, que burlava os índios levando-lhes o ouro e pagando-lhes com bijutarias”.

Nada mais errado! Não querendo, eu aqui, defender todas as práticas, e más condutas, dos portugueses ao longo da história nos territórios por onde passaram ou se estabeleceram, gostaria pelo menos de deixar uma ideia diferente e mais consentânea com a realidade. Embora esta, eu também não a conheça verdadeiramente (por eu talvez não ter vivido nessas épocas). Apenas deduzo, hoje, o que possa ter acontecido pelo que me foi ensinado, pelo que se foi contando, pelo que aprendi e pelo que o meu raciocínio e a minha consciência me elucidaram. Desta forma posso afirmar que os portugueses praticaram actos horrendos e condenáveis, é verdade, assim como outros povos na mesma época fizeram o mesmo, em menor ou maior escala, sem que isto possa servir de justificação ou desculpa, mas sim como compreensão das mentalidades daqueles tempos; e os brasileiros continuam a perpetrar, actualmente, barbaridades uns contra os outros. Assim, no caso do Brasil, os portugueses foram realmente responsáveis por matarem índios, tal como o fizeram os ingleses na América do Norte (actuais Estados Unidos). Os portugueses foram responsáveis pela escravatura dalguns povos indígenas, tanto na América do Sul, como em África, como o fizeram espanhóis, ingleses, franceses, holandeses e outros, tanto nas Américas, como em África ou na Ásia. E todos esses factos são de lamentar, mas servem para nossa reflexão e não voltarmos a repetir tais erros. Mas com tudo isto afirmo que os portugueses não roubaram os brasileiros, nem foram os únicos responsáveis pela escravatura de africanos, relembremos, pois, que os europeus, nomeadamente os portugueses não andavam a caçar gente em África, os nossos antepassados brancos compravam escravos aos chefes de tribos negras que já haviam retirado a liberdade a pessoas doutras tribos durante combates tribais. Os negros não eram diferentes nem melhores que os brancos, eles escravizavam-se uns aos outros e vendiam os seus semelhantes, pois isso era uma prática comum entre vencedores e derrotados.

Batalha de Little Big Horn Estados Unidos, em que são os índios
a vencer o exército dos soldados brancos do Gen. Custer

Analisemos o conceito. Quem se considera hoje brasileiro não são propriamente os índios mas, sim, os descendentes de povos europeus como portugueses, italianos, alemães, polacos e, ainda, japoneses, africanos escravos e outros que estabeleceram colónias no Brasil, e que não descendem dos indígenas que já ocupavam o território antes da chegada dos primeiros homens “brancos”! Os descendentes desses povos autóctones continuam a ser “índios”, e os descendentes dos “brancos” europeus, e dos outros, são hoje “brasileiros”. Os índios não têm carteira de identidade, RG, não precisam, foram confinados — por aqueles que se designam como brasileiros — a viverem "enjaulados" em Reservas Indígenas. Mas quem faz isso hoje são os próprios brasileiros e não os portugueses "bárbaros e esclavagistas" do passado, note-se bem!

Projecto de barragem no rio Xingu, Pará
Muito sério e demasiado grave
para se poder chamar "piada de brasileiro"

Então em épocas passadas os portugueses não terão roubado o dito ouro aos brasileiros mas, sim, explorado o território do qual se apossaram e ao qual chamaram seu. O mesmo fizeram todos os outros povos europeus que estabeleceram colónias fora da Europa. O Brasil passou a ter um “dono”, era a Coroa portuguesa; tal como aconteceu no território europeu onde diversos povos ocuparam várias regiões sobre as quais passaram a exercer o seu domínio a partir do momento da sua ocupação ou invasão, passaram a ser donos desses territórios. Os Romanos não roubaram a Lusitânia nem a Galécia (territórios e nações anteriores a Portugal), invadiram a Península Ibérica e integraram-nas no Império Romano, o mesmo aconteceu com outros povos na Europa e fora dela. Os portugueses não contam anedotas sobre os italianos (descendentes dos Romanos) e muito menos se sentem revoltados com eles ou com os mouros (muçulmanos do norte de África).
Invasão muçulmana da Península
Divisão da Ibéria em Províncias Romanas








Voltando ao Brasil, nem os  brasileiros nem os índios foram roubados pelos portugueses, porque os primeiros eram descendentes do povo de Portugal e os segundos, os nativos, simplesmente, não se interessavam pelo ouro das suas terras, pois não lhes fazia falta para as suas actividades quotidianas e por isso não tinha valor para eles. 

Os portugueses que foram invadindo o território sul-americano ao qual passaram a chamar Brasil (antes desse momento não existiam brasileiros), foram mantendo relações sexuais com indígenas – dando origem a caboclos – e também com escravas oriundas de África – proporcionando mulatos e cabrito (os pardos, como preferem designar no Brasil) – e foram ainda gerando também descendentes de colonos brancos aos quais, todos em conjunto, foi dada a designação de brasileiros. Assim sendo, muitos dos actuais brasileiros são descendentes de portugueses, e se estes roubaram aqueles, então, roubaram-se a si próprios, e se o fizeram, nada mais aconteceu de extraordinário, nem de diferente, do que aquilo que acontece hoje em dia quando alguns brasileiros continuam a roubar a maioria dos brasileiros – nestes casos incluem-se duas situações distintas: brasileiros pobres que roubam através de actos criminosos e brasileiros ricos que roubam de forma legal e autorizada através da aplicação de impostos, de taxas bancárias ou de exploração laboral e salarial. Pergunto: qual a diferença entre estes brasileiros actuais e os portugueses da História, os do passado do Brasil? Nenhuma.


Será que os brasileiros actuais consideram que os roubos hoje em dia são uma herança do passado? Se assim for está nas mãos de cada um impedir que isso continue a acontecer, efectuando protestos, manifestações e votos nas eleições, em vez de se vitimizarem achando que a culpa foi, e continua a ser totalmente, dos antigos colonizadores. Resumindo: mais uma vez não considero que os portugueses tenham roubado quem quer que fosse apenas se foram servindo (e muitas vezes abusando) daquilo que os territórios lhes proporcionavam. E, ponto final, porque na época era assim. E diz o ditado: águas passadas não movem moinhos.
Bandeirantes

Regressemos agora ao título deste blogue: piada de português. Quando os portugueses são retratados nas anedotas brasileiras como personagens idiotas, sinónimos de “piada” isso quer significar exactamente o quê? Que os portugueses serão estúpidos? Não creio, pois se assim fosse, então, toda a enorme quantidade de descendentes de portugueses, no Brasil, e que são o maior grupo de origem caucasiana (incluindo afro-descendentes com sangue português), e que a partir da independência passaram a denominar-se como brasileiros, carregariam consigo os genes portugueses e o estigma da estupidez, também. Então “piada de português”, no meu entender, poderá significar, nesse caso, “piada de brasileiro o mesmo que idiota! Não creio, pois em todos os povos existem pessoas idiotas e outras inteligentes, não há um padrão e por isso não são todos iguais nem classificáveis como um género só. Se Portugal fosse um país de idiotas não haveria tantos brasileiros a escolherem este pequeno país para angariarem sustento para as suas famílias afastando-se das terras e cidades brasileiras que os viram nascer e crescer, mas onde não conseguiram ter uma vida condigna. Mas, sendo os portugueses protagonistas das piadas, com outros povos já não acontece o mesmo, como seja o caso dos alemães, italianos ou japoneses; pois, no fim de contas, de todos estes só os portugueses é que foram "donos" do Brasil.

Mas serão os portugueses um povo idiota, ou estúpido mesmo? Sim, e não. Sim, poderiam ser considerados idiotas por sentirem simpatia, empatia, por gostarem dum povo que que os olha como estúpidos. Diz um ditado português “quanto mais me bates mais gosto de ti”. Os portugueses até poderiam ser considerados idiotas por importarem cultura brasileira: livros, música, programas de televisão e cinema do povo exportador que não vê o povo importador com bons olhos nem com respeito. Mas amar e gostar não se explicam, sentem-se, e ainda bem que assim é! Pois com amor tudo se modifica para melhor, mesmo que leve muito tempo. Serão os portugueses idiotas quando vêem novelas brasileiras faladas no original, em brasiliano, enquanto os programas portugueses, no Brasil, são adaptados (para não usar os termos dobrados ou dublados) ao modo brasiliano de falar, tanto na TV como no cinema? (isto é piada de brasileiro).  Não, os portugueses não são estúpidos mas, sim, inteligentes porque além do que fizeram no passado continuam hoje a criar de forma inteligente e inovadora ao redor do mundo tudo aquilo que podemos ler num excelente artigo de Nicolau Santos no artigo on-line Exame-Expresso.pt
 São inteligentes, os portugueses, porque recebem os brasileiros de braços abertos no nosso país, mesmo que estes, além de artistas ou turistas possam também ser candidatos aos poucos empregos que ainda existem em Portugal e que já não chegam para os portugueses, mas que são partilhados por todos. São inteligentes porque sabem ser simpáticos e hospitaleiros.

Link: Notícias Câmara Brasil Portugal


E, ainda, sobre o passado, os portugueses não se limitaram a descobrir o Brasil, este pequeno povo viajou ao redor do mundo como nunca ninguém, talvez, o tivesse feito antes – pelo menos de forma conhecida e documentada, por tudo isso são inteligentes!

Área de influência portuguesa no mundo, séc. XVI

Os portugueses chegaram à América do Norte depois dos vikings (europeus nórdicos, originários da Escandinávia). Chegaram à América Central, pois Cristóvão Colombo era português e não genovês. Chegaram à América do Sul, passaram pelo extremo deste continente e cruzaram o Oceano Pacífico ao qual deram o actual nome, chegaram à Austrália antes de James Cook, às Filipinas onde morreu Fernão de Magalhães, ao Japão, onde nunca tinham visto gente branca, à China, que lhes ofereceu uma cidade: Macau, à Indonésia, à Malásia, à índia, ao Golfo Pérsico, a toda a costa africana, tudo isso em barcos que podemos considerar como autênticas “cascas de nozes”. Fizeram, nessa época, mais do que os americanos que, provavelmente, se limitaram a inventar que um dia terão viajado até à Lua! Não terá sido um povo estúpido a ter descoberto como viajar no meio do oceano para lugares antes desconhecidos, guiando-se pelas estrelas e desenhado novos mapas muito úteis em navegações futuras. Não terá sido um povo idiota que utilizou a sua língua como forma de se comunicar ao redor do mundo, tal como o fazem hoje os americanos com a língua inglesa. Eram portugueses os homens que fizeram a primeira, e corajosa, travessia aérea do Atlântico Sul, num pequeno hidroavião biplano em 1922, aventura heróica da qual, certamente, muitos brasileiros nunca terão ouvido falar, apesar dos aviadores terem chegado até ao Rio de Janeiro. Era português, nascido no Brasil, o primeiro homem conhecido a ter conseguido levantar voo, o padre Bartolomeu de Gusmão (portugueses como este padre muitas vezes são designados no Brasil apenas por jesuítas e não pela sua nacionalidade). Então, isso leva-me a concluir que só pode ser a inveja do povo brasileiro pelo pequeno, audaz e inteligente, povo da Europa a razão que faz com que os portugueses sejam ridicularizados em piadas, muitas vezes de fraco gosto humorístico. Também talvez nem eu queira sequer pensar que o motivo das piadas possa estar relacionado com os emigrantes pobres da primeira metade do século XX que tiveram de sair de Portugal para se radicarem no Brasil, pois se assim fosse os portugueses também teriam muitos motivos para contarem anedotas com os pobres brasileiros que escolheram Portugal para conseguirem melhorar a sua vida, algo que não foram capazes de alcançar no seu vasto país.
Contudo, as epopeias do passado, sendo o cavalo de batalha que geralmente se usa para enaltecer a grandiosidade do povo português, por aquilo que realizou em épocas já bem distantes, não são o único motivo que torna grande o povo português. Outros acontecimentos continuam presentes na actualidade. E são muitos os feitos que poderiam ser mencionados, e que sendo exaustivo se tornaria presunçoso e fastidioso, por isso só se mencionarei alguns pontos, mais à frente e na coluna lateral. Mas um dos pontos nobres é certamente a solidariedade, manifestada pelo povo português, em momentos de necessidade de ajuda a pessoas carenciadas.


Poderá ser considerado estúpido um povo que se preocupa com a ecologia tentando preservar o meio-ambiente? Eis aqui um projeto único no mundo totalmente feito em Portugal realizado com a energia eólica. Outro exemplo: a Central Fotovoltaica Hécules que mantém o terreno livre. Outro ainda, o maior parque eólico da Europa já produz electricidade para exportar. Desde a década de 90 que se faz recolha selectiva de resíduos domésticos para reciclagem em Portugal. Não são permitidos esgotos a céu aberto, e as águas residuais são purificadas em Estações de Tratamentos. Povos idiotas não possuem atitudes inteligentes!



   Mas, os brasileiros não precisam de se sentir inferiores nem ter inveja dos portugueses, basta sentirem-se orgulhosamente descendentes dum audaz e destemido povo que enviou homens corajosos para quase todos os lugares do mundo, menos para a Lua. Muito menos necessitam de ter raiva pois não foram espoliados mas, antes, são herdeiros duma cultura secular, quase milenar. É mais gratificante serem descendentes de portugueses do que, por fruto do acaso, terem surgido dum coco caído na areia da praia. Os brasileiros também têm vastos motivos para se sentirem orgulhosos levantando a sua auto-estima, basta procurarem aquilo que fazem. Hoje o povo brasileiro é independente do pequeno país e pode orgulhar-se disso sem ter necessidade de querer continuar a humilhar o povo português. O melhor mesmo é quando enaltecemos os nosso pontos positivos em vez de salientarmos os negativos dos outros.
Cheguei mesmo a ouvir e a ler acerca de congratulações, ou vontade de rir, de alguns brasileiros pela situação financeira em que Portugal se encontra neste momento (2011), como se a actual situação fosse um castigo divino aplicado a um povo por ser idiota, governado por gente incapaz. Mas para os mais desatentos poderei também dizer que além dos políticos corruptos 
que há em Portugal  como também existem no Brasil, e no resto do mundo  esta falsa crise foi, e está a ser, fomentada e manipulada por interesses de especuladores financeiros, e não apenas por má gestão dos políticos, como se pode verificar pelo que está a suceder em toda a Europa.

Creio que os portugueses continuam a ver o Brasil como uma extensão territorial do seu pequeno país; na mente de muitos o vasto império ainda não se perdeu, tal como me foi ensinado antes de 1974 que "a Índia portuguesa faz parte da nossa nação" quando, na verdade, a União Indiana já havia retomado, na década de 60, os três territórios colonizados por Portugal: Goa Damão e Diu. Isso faz com que muitos portugueses ainda vejam o Brasil como um imenso Portugal. Puro engano!

E por parte dos brasileiros há uma mágoa, talvez porque um imenso território foi durante três séculos subserviente a um pequeno país. E algumas mentes conseguiram minar toda uma forma de pensar, inclusive na forma como muitos professores brasileiros continuam a transmitir aos seus alunos a imagem do antigo povo colonizador. O senhor cônsul (já acima mencionado) após uma palestra bem conduzida, numa escola, sobre a visão dos brasileiros acerca do “ladrão do ouro do Brasil” no final ouviu o seguinte comentário duma professora: “Senhor engenheiro, então, se calhar, a estória que nos têm andado a passar está mal contada!” Está, sim, podem ter a certeza… Creio que ela se queria referir tanto à História do seu país como às histórias que se contam à roda da História. Aliás, temos andado todos a ser enganados neste tema como em muitas outros assuntos. Será que Jesus não podia talvez ser filho de José!? Será que os ingleses descobriram mesmo a Austrália!? Será que Shakespear escreveu todas as obras que lhe são atribuídas!? Será que os americanos terão ido à Lua!? Será que a gripe das aves ou dos porcos era realmente perigosa!? Será que foi Osama Ibn Laden quem mandou derrubar as Torres Gémeas!? Será que alguns alimentos são mesmo nocivos!? Será que alguma coisa é mesmo como nos ensinam!? Será que…

Pois é, parece mesmo existirem demasiados “será que” e “ses” nas coisas que nos são transmitidas. Pelo menos uma coisa eu aprendi: Nem tudo é aquilo que parece!

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Muitos portugueses têm o hábito de ripostar às piadas brasileiras através de críticas à forma como se escrever no Brasil, mas isso é pura presunção de gente intolerante! No Brasil a língua portuguesa afastou-se da forma falada e escrita em Portugal e continuará a tornar-se ainda mais distante, como aconteceu com o português e com o galego que tiveram uma origem comum: o galaico-
-português. Mas, isso não faz do brasiliano uma variante errada nem certa, do português lusitano, apenas diferente. O problema é que outrora, no tempo da ditadura, nós portugueses fomos ensinados, por meio de castigos, que havia uma forma certa e outra errada de se escrever, quem não usasse a forma certa sofreria as consequências através de sevícias corporais, do tipo palmatórias ou reguadas nas mãos, como exemplo. Mas isso não deverá servir de bitola, cada qual deverá escrever e falar como lhe foi ensinado e ponto final, vamos dar o direito à diferença… Mas, no entanto, sobre uma coisa eu me interrogo: que raio de ideia peregrina será essa de no Brasil quererem continuar a chamar “português” à língua falada nesse imenso país? Se afinal dizem que não entendem os portugueses, e têm que colocar legendas na entrevista do Nobel da Literatura, o  português José Saramago, e apresentarem programas de origem portuguesa sem a forma de falar original, mas sim na versão brasiliana! Será que a língua portuguesa terá nascido no Brasil? Há coisas a que eu certamente poderia chamar "piada de brasileiro"… e os portugas somos nós!

Entrevista ao Prémio Nobel - Rede Globo 1/2

TV Brasil - série portuguesa: Equador

Muito honestamente digo que sou a favor da separação das águas sem desprestígio para nenhuma das duas actuais variantes da língua portuguesa. Colocarmos estas duas variantes do português no mesmo saco e dizer que são a mesma língua é que poderá ser considerado querer vender gato por lebre. E passando a existir a língua portuguesa e a língua brasiliana isso não impediria a comercialização de produtos culturais, quer sejam literários, musicais ou cinematográficos, pois em Portugal, país berço da língua portuguesa também são vendidos livros e revistas em versões originais, em espanhol ou noutra qualquer língua e têm compradores portugueses. Os filmes são, no nosso pequeno país, apresentados na língua original recorrendo-se ao uso de legendas. Nada disso impede qualquer comercialização estrangeira aqui, como não seria impedimento para a divulgação dos produtos portugueses no Brasil, certamente. Haja, simplesmente, vontade de fazer as coisas e não existirão barreiras intransponíveis.


Portugal, não se torna maior nem melhor por poder afirmar que mais de 190 milhões de brasileiros também falam português. Coloquemos as coisas de forma prática e tenhamos consciência de que os brasileiros em Portugal e os portugueses no Brasil necessitam de reaprender a se expressar na forma como se fala no outro país, para se poderem fazer compreender, ou terão dificuldade de entendimento, isso posso eu garantir por experiência própria, no Brasil, como o pode afirmar a minha mulher em situação idêntica, em Portugal. Por vezes precisamos mesmo dum dicionário ou dum: "traduz, por favor"…

Mas, também digo que não é a forma de falarmos, de escrevermos, de colocarmos os pronomes e usar correctamente todas as regras ortográficas que define quem nós somos, se somos bons ou maus. Todos sabemos que gente culta consegue perpetrar actos abomináveis e pessoas analfabetas também possuem um bom coração. Há gente de todos os tipos em vários níveis.
Com o desejo de que estes dois povos se olhem verdadeiramente de forma fraterna, deixo aqui três vídeos, supostamente humorísticos, com piadas mal conseguidas, exibindo publicidade de produtos tipicamente portugueses, mas de baixa qualidade de imitação brasileira, comercializados em cadeias de restaurantes de comida árabe e italiana, propriedade dum indivíduo nascido em Portugal! Isto sim, fazer coisas destas só pode, mesmo, ser piada de brasileiro!

Pastéis de Bacalhau na cadeia de restaurantes
de comida árabe Habib's

Pastéis de Bacalhau na cadeia de restaurantes 
de comida italiana Ragazzo

Pastéis de Belém na cadeia de restaurantes 
de comida árabe Habib's

Prestes a terminar, eis um vídeo da revista Sábado que faz jus ao nome deste blogue e que é protagonizado pela juventude de estudantes universitários portugueses que se achando, mesmo, dalguma forma superiores às outras pessoas que tenham menor grau de instrução escolar, mostra a pequenez de muitas mentes com cursos de doutores e engenheiros no
séc. XXI...




Mas estas "inteligências" da actualidade não são os emigrantes do século passado que, não tendo dinheiro nem instrução, deixaram Portugal para se radicarem no Brasil, país que ajudaram a construir com o suor do seu trabalho e do seu empreendimento em vários ramos de negócio, muitos deles à frente das famosas padarias!

E para terminar, que não fiquem tristes os brasileiros pela concorrência dos portugueses... pois há de tudo em todo o lado, o mundo está cheio de cérebros!


Presidente Jânio Quadros
(1917-1992)
Foto: A Indecisão de Jânio Quadros
(Presidente do Brasil: 31.Jan. a 25.Ago. de 1961)

João Hilário


Imagens recolhidas na internet.